quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
À Procura
Tenho agora 20 anos e vivo com a estranha sensação de só estar a viver metade daquilo que poderia viver.
Sou saudável, tenho alguns bons amigos e uma família que me apoia e de quem gosto muito e, por isso, devo dar graças. No entanto, sinto que poderia ter mais, ser mais feliz, sentir-me mais realizado. Falta-me uma ou duas peças para o conjunto e não consigo encontra-las. A verdade é que nunca me cansei muito em procurá-las e vou deixando o tempo passar.
Por vezes, tenho a sensação que o que faço contribui mais para a felicidade dos outros do que para a minha, mesmo quando o proveito é meu.
Estarei a perder algo que já devia ter encontrado há mais tempo ou simplesmente a incitar uma exigência egoísta?
Gostava de ser melhor no que faço, descobrir um forte em alguma coisa que tenha projecção e continuidade. Não é por preguiça que não a procuro, mas sim por não saber qual a direcção. Se por uma vez a vida me desse uma pista...
Há pessoas que dizem que tenho mudanças de humor e que, ainda para mais, são facilmente detectáveis. Não tenho culpa de ser uma pessoa transparente e não vou estar constantemente a sorrir para a vida quando ela não o faz ininterruptamente.
Só quero o que toda a gente quer: mais oportunidades com mais vitórias e menos derrotas, ver alguns dos meus sonhos ganharem forma, tornarem-se mais palpáveis.
Tenho feito os possíveis para, ao longo dos anos, orgulhar e não desiludir as personagens intervenientes no meu percurso e, por essa razão, considero-me merecedor.
Quero um dia acordar com o vento, como mensageiro da vida, a segredar-me palavras decisivas e animadoras, portadoras das resposta que ando à procura. Até lá, esperarei paciente e esperançosamente...
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Corpos em Brasa
É com crescente prazer que vou delineando o teu corpo, perdendo-me por todas as curvas e rectas tão perfeitas que só uma natureza transcendente saberia explicar com exactidão.
Gosto de sentir toda uma tensão quando o faço sem te tocar, é simplesmente aliciante ler os sinais que deixam perceber uma mistura de raiva impaciente e desejo de aproximação gritante que acompanha a trajectória do movimento.
Perdem-se os medos, esquecemo-nos de quem somos, ou pelo menos dos aspectos mais redondantes e superficiais, e toda a nossa essência revela-se...
Como se até então estivéssemos acorrentados, quais imóveis conformistas que, no segundo em que sentem o tilintar do metal figurativo a encontrar o chão, começam um galope desenfreado que apenas usa como combustível a ambição pulsante de experienciar aquela outra dimensão que está incompreensivelmente longe do nosso alcance em circunstâncias banais. Esta é a única porta que nos transporta para esse outro mundo, onde a atmosfera, como a conhecemos, é devorada para dar lugar a um outro clima, fervoroso e mundano, captado por cada um dos inúmeros poros da nossa pele em fogo.
A iluminação deixou de ser artificial, só o brilho dos nossos olhos pode descrever o quão celestial pode ser o arder daquela chama que parece não precisar de oxigénio para se manter viva, teimando em ser imortal.
O galope metamorfoseia o bater dos cascos em sussurros, acompanhados do som intermitente do jogo viciado dos lábios que teimam em adivinhar as jogadas do seu cúmplice.
Este mundo libertino e virtuoso faz-nos perder toda a noção do tempo e do espaço. A verdade é que as leis que condicionam esta dimensão esplêndida são as da natureza, e como tal ditam um início e um fim.
Não obstante, um fim pode ser um simples impulso.
E os ímpetos, por vezes, são tiros no escuro, percebidos quando o nosso próprio revolver já está a fumegar...
Gosto de sentir toda uma tensão quando o faço sem te tocar, é simplesmente aliciante ler os sinais que deixam perceber uma mistura de raiva impaciente e desejo de aproximação gritante que acompanha a trajectória do movimento.
Perdem-se os medos, esquecemo-nos de quem somos, ou pelo menos dos aspectos mais redondantes e superficiais, e toda a nossa essência revela-se...
Como se até então estivéssemos acorrentados, quais imóveis conformistas que, no segundo em que sentem o tilintar do metal figurativo a encontrar o chão, começam um galope desenfreado que apenas usa como combustível a ambição pulsante de experienciar aquela outra dimensão que está incompreensivelmente longe do nosso alcance em circunstâncias banais. Esta é a única porta que nos transporta para esse outro mundo, onde a atmosfera, como a conhecemos, é devorada para dar lugar a um outro clima, fervoroso e mundano, captado por cada um dos inúmeros poros da nossa pele em fogo.
A iluminação deixou de ser artificial, só o brilho dos nossos olhos pode descrever o quão celestial pode ser o arder daquela chama que parece não precisar de oxigénio para se manter viva, teimando em ser imortal.
O galope metamorfoseia o bater dos cascos em sussurros, acompanhados do som intermitente do jogo viciado dos lábios que teimam em adivinhar as jogadas do seu cúmplice.
Este mundo libertino e virtuoso faz-nos perder toda a noção do tempo e do espaço. A verdade é que as leis que condicionam esta dimensão esplêndida são as da natureza, e como tal ditam um início e um fim.
Não obstante, um fim pode ser um simples impulso.
E os ímpetos, por vezes, são tiros no escuro, percebidos quando o nosso próprio revolver já está a fumegar...
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Para: Tio João Abel
João Abel Torres Fernandes, um brilhante professor, um escritor que faz o melhor uso das palavras e eleva a relação entre elas ao expoente da magnificência.
Foi nele que vi a minha inspiração, que mais tarde se transfigurou em iniciativa e gosto pela mesma arte.
Há quem diga, por simples suposição, que eu possuo uma veia artística que se expressa no escorrer de tinta sobre o papel, delineando caracteres que, no seu conjunto, são agradáveis pra quem os lê. Pois eu tenho a certeza da origem desse gene instintivo e prazeroso, vem deste meu tio por quem tenho muita estima.
Pra mim, foi como um Segundo Pai: ensinou-me as marcas dos carros; a ter um bom ouvido para a música, sim, porque ainda hoje ,quando oiço músicas dos anos 90, sinto uma grande nostalgia dos tempos em que ainda o chamava tito "Beidi" e ia passear no banco de trás do seu ALFA ROMEO 33 verde escuro ao som de Def Leppard, Bryan Adams, entre outros... Cultivou em mim a adoração por BMW's, que desde então se tornou o meu carro predilecto.
Mostrou-me o esplendor da sétima arte (cinema) através da forma esmerada como tentava (e ainda tenta) representar, da forma mais fiel possível, uma sala de cinema em casa - ocultando a luminosidade natural, sistema surround, assentos confortáveis e um grande ecran.
Foi igualmente Ele que me deleitou com o fascínio pelos videojogos, que aos sete anos começaram a fazer parte dos meus hobbies com a minha primeira consola a sério, a Playstation One, igual à que estava na casa dos meus tios.
Tenho saudades de ouvir atentamente as suas histórias inventadas na hora e nas quais eu acreditava como se fossem verdades incontestáveis, na minha pura ingenuidade de criança.
Aprecio deveras os seus conselhos, porque sei que é uma pessoa vivida e que quer o meu bem.
Sem querer magoar os outros, tenho MUITO orgulho em poder afirmar que Ele é o meu tio preferido.
Sinto-me honrado por todas as arestas de personalidade que limei à luz da sua influência; por ter sido como que o seu "primeiro filho", a quem mostrou a vida de uma perspectiva mais divertida e descontraída.
Muito Obrigado por tudo (tito) Abel!
Muitos Parabéns!
Desejo que os anos que vão passando nunca definhem os teus traços de personalidade, a tua maneira de ser.
És, de todo o puzzle que figura a nossa família, uma peça de primor valor.
Espero poder sempre contar contigo!
Um Grande Abraço,
do teu sobrinho
Pedro Teixeira
P.S.- continuo à espera da publicação do teu livro!
Foi nele que vi a minha inspiração, que mais tarde se transfigurou em iniciativa e gosto pela mesma arte.
Há quem diga, por simples suposição, que eu possuo uma veia artística que se expressa no escorrer de tinta sobre o papel, delineando caracteres que, no seu conjunto, são agradáveis pra quem os lê. Pois eu tenho a certeza da origem desse gene instintivo e prazeroso, vem deste meu tio por quem tenho muita estima.
Pra mim, foi como um Segundo Pai: ensinou-me as marcas dos carros; a ter um bom ouvido para a música, sim, porque ainda hoje ,quando oiço músicas dos anos 90, sinto uma grande nostalgia dos tempos em que ainda o chamava tito "Beidi" e ia passear no banco de trás do seu ALFA ROMEO 33 verde escuro ao som de Def Leppard, Bryan Adams, entre outros... Cultivou em mim a adoração por BMW's, que desde então se tornou o meu carro predilecto.
Mostrou-me o esplendor da sétima arte (cinema) através da forma esmerada como tentava (e ainda tenta) representar, da forma mais fiel possível, uma sala de cinema em casa - ocultando a luminosidade natural, sistema surround, assentos confortáveis e um grande ecran.
Foi igualmente Ele que me deleitou com o fascínio pelos videojogos, que aos sete anos começaram a fazer parte dos meus hobbies com a minha primeira consola a sério, a Playstation One, igual à que estava na casa dos meus tios.
Tenho saudades de ouvir atentamente as suas histórias inventadas na hora e nas quais eu acreditava como se fossem verdades incontestáveis, na minha pura ingenuidade de criança.
Aprecio deveras os seus conselhos, porque sei que é uma pessoa vivida e que quer o meu bem.
Sem querer magoar os outros, tenho MUITO orgulho em poder afirmar que Ele é o meu tio preferido.
Sinto-me honrado por todas as arestas de personalidade que limei à luz da sua influência; por ter sido como que o seu "primeiro filho", a quem mostrou a vida de uma perspectiva mais divertida e descontraída.
Muito Obrigado por tudo (tito) Abel!
Muitos Parabéns!
Desejo que os anos que vão passando nunca definhem os teus traços de personalidade, a tua maneira de ser.
És, de todo o puzzle que figura a nossa família, uma peça de primor valor.
Espero poder sempre contar contigo!
Um Grande Abraço,
do teu sobrinho
Pedro Teixeira
P.S.- continuo à espera da publicação do teu livro!
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Enjoy Yourself
É preciso ocasionalmente sentir-se especial! Somos peças únicas adquiridas pelos que nos rodeiam, com o nosso consentimento, e tornamo-nos imprescindíveis.
Por mais que se procure alguém como nós, será impossível conceber uma relação e uma estima totalmente equivalente.
Não devem haver, pois, problemas de confiança. Somos nós, autênticos, donos do mundo e do destino em que queremos mergulhar; o topo do pedestal pertence-nos, cada um com o seu, sem haverem superioridades comparáveis. Em cada qual existe uma exclusiva elegância, um extravagante brilho e uma singular beleza.
Somos assim donos dos caminhos que queremos tomar, os criadores e limitadores da impressão que queremos causar, simplesmente teremos que o objectivar e fazer acontecer!
Não há necessidade de conter ou abster o nosso potencial. Dentro de cada um existe aquela chama, um vulcão adormecido, um sol à espera de poder brilhar. Sejamos ousados e incitemos essa liberdade!
Haja, então, um grito de libertação, um romper de barreiras e uma revolucionária exibição orgulhosa e permanente do nosso verdadeiro EU!
Por mais que se procure alguém como nós, será impossível conceber uma relação e uma estima totalmente equivalente.
Não devem haver, pois, problemas de confiança. Somos nós, autênticos, donos do mundo e do destino em que queremos mergulhar; o topo do pedestal pertence-nos, cada um com o seu, sem haverem superioridades comparáveis. Em cada qual existe uma exclusiva elegância, um extravagante brilho e uma singular beleza.
Somos assim donos dos caminhos que queremos tomar, os criadores e limitadores da impressão que queremos causar, simplesmente teremos que o objectivar e fazer acontecer!
Não há necessidade de conter ou abster o nosso potencial. Dentro de cada um existe aquela chama, um vulcão adormecido, um sol à espera de poder brilhar. Sejamos ousados e incitemos essa liberdade!
Haja, então, um grito de libertação, um romper de barreiras e uma revolucionária exibição orgulhosa e permanente do nosso verdadeiro EU!
Noite
Noite escura, fria e tranquila.
Sozinho, vou pisando o solo, pintado de cores menos ténues que o habitual, e sem me aperceber vou destuando da tanquilidade do cenário.
Por mais pequenos que sejam os passos, o movimento diferencia o que estava sereno, intacto, imóvel.
O céu não está hoje pintado por estrelas próximas umas das outras, mas as que insistem em marcar presença, as que persistem em manter a sua assiduidade, são as mais especiais, as que fazem dos nossos olhos uma base neutra, salpicada de minúsculos pontos puros e encandeados.
A lua faz-nos companhia na nossa caminhada, como uma alma imperturbável e observadora, decora os nossos passos e segue-nos em céu aberto, por vezes completa, outras vezes recortada.
O vento insiste em perturbar o nosso termóstato com a sua temperatura encarnada no ar fresco que se faz sentir.
Não nos permite distracções, pois faz questão de nos recordar que também está presente e que constitui um elemento dominante da paisagem. Por essa razão, causa-nos arrepios e penetra-se-nos até aos ossos.
Na cidade, o ruídos sintécticos teimam em sobrepor o silêncio. Acto tão vão como inútil, pois a noite é implacável e impele-nos a adoptar uma atitude submissa às suas regras naturais.
Mas toda ela é fogaz e efémera, tal como as nossas vidas, embora não partilhemos da mesma capacidade regeneadora, que faz a primeira voltar imponente, sublime e poderosa ao fim de um dia.
Chega a manhã, clara e alva, enfraquece as defesas da noite e conquista-a. A noite retrocede e esconde-se na outra metade do planeta. Com passos lentos e duradouros, contorna o globo. Silenciosamente, planeja a sua estratégia e ao fim de longas horas volta ao modo ofensivo e, com a sua magia, desfaz o ponto final que a luz da manhã assinalou, subistituindo-o por um vazio a preencher quando o ciclo recomeçar.
6 Fevereiro 2010
6 Fevereiro 2010
Desvalorização
Porquê ser-se sincero, simpático, boa companhia?
Antes valorizavam-se tais valores, agora tudo é diferente.
Gosta-se de certas pessoas, partilham-se momentos com elas, correspondem-se abraços e brincadeiras, somos participantes activos de conversas banais e ocasiões divertidas.
Transpõem-se as conversas banais e fala-se destes comportamentos quotidianos:
O que se recebe em troca?
Temos que nos dar por satisfeitos com injustas críticas e acusações. Somos apontados como um alguém desajustado ao critério geral. Apontados como infantis e impróprios.
Será pura ingenuidade? Deixar-se levar pelo coração e pela razão, e não pela indiferença e má influência. Saber ouvir duas opiniões sobre qual o seguinte passo a tomar, usar a "leviana" razão e conseguir escolher a mais acertada, embora mais difícil, a menos depravadora, é ser inocente, imaturo e frívolo?
Pois, na opinião dessas pessoas, ser-se cabal é agir com desprezo, porque essa é a maneira de fazê-las chegar até nós. Que perspectiva tão rude, crua e ríspida.
Se é a maçaneta dessa porta que tenho que rodar para conseguir adaptar-me, então a minha atitude será permanecer imóvel. Prefiro ver essa porta fechada, afastar aqueles que não apreciam a minha maneira de fazer e de ser.
Hoje sou eu o ser estranho, que essas pessoas têm por perto, até um dia.
Nesse dia, eu já estarei longe, e será nessa altura que valorizarão a minha presença, os meus valores e virtudes. Talvez seja tarde, poderei ter um acesso de maldade como retribuição às críticas e a minha resposta à reconciliação e arrependimento (dos outros) estará espelhada numa só palavra: NÃO!
E assim, construirei uma lacuna na vida de alguém!
22 Janeiro 2010
22 Janeiro 2010
Como vive o Homem na Sociedade
Viver passa por uma infinidade de factores sociais, pessoais e inter-pessoais. Não vivemos só para nós mesmos, vivemos em sociedade, com familiares, amigos e estranhos. Podemos, pois, fazer uso do nosso tempo "social" dando-lhe corda e fazendo-o rodar e render de forma agradável, divertindo os outros, tendo uma boa conversa, sendo condescendente e dando provas de confiança.
No entanto, ninguém vive sem SOBREviver. Este prefixo, nesta palavra, tem tanto de ganância como de maldade.
Aparentemente humanos, civilizadamente perfeitos, mas com objectivos. Há quem não saiba alcançá-los da melhor maneira. Por isso, quando se tira a máscara à humanidade primorosa, (quase) tudo o que a vista pode alcançar são corpos com instintos animalescos de conquista e poder. Querem passar uns por cima dos outros, de forma ilícita e incomplacente.
Inexoravelmente frios, demonstram impulsos impróprios em panoramas simples do dia-a-dia.
Dois amigos, frente a um estranho, em que um está sistematicamente a mandar calar o outro e lhe atribui nomes sentenciadores, com intuito de fazer-se afirmar perante o desconhecido aviltando o segundo.
O primeiro passa por imperioso, dominante e (até) cómico, enquanto que o segundo ou fica obliterado, ou passa a ser o objecto de repulsa e escárnio.
Este é um exemplo diminuto, que pode ser testemunhado por um razoável observador, se este olhar em seu redor.
Variantes deste assunto em grande escala, temos os temas já tão batidos e enraizados na nossa sociedade como a discriminação, entre outros.
Acredito que um dia o universo criará pedestais dos quais os obliterados e escarnecidos poderão ludibriar aqueles que se acham o ponto de focagem de todos os holofotes ofuscarão a falsa visão primorosa dos altivos e escarnecedores.
8 Janeiro 2010
8 Janeiro 2010
A Escrever, Novamente
Parecendo que não, já caminho para o desleixo de quase um ano que não faço login aqui no blog. Talvez por ter muito que fazer ou simplesmente por esquecimento. De qualquer maneira, o desinteresse é notável e, como contra factos não há argumentos, nem vou tentar arranjar mais justificações.
Há muito que não escrevo. Subitamente perdi esse vício, nem sei bem porquê. Quando escrevia, normalmente, era para despejar aquele nó na garganta que, com certeza, toda a gente já sentiu. Parece-me que esqueci essa necessidade por não ter tantos problemas emocionais e algumas tristezas, o que até acaba por ser positivo.
No entanto, encaro, por outro lado, a longa data de muita fala e pouca escrita como algo negativo. Espero bem que o jeito para escrever não tenha ultrapassado o "prazo de validade".
Quero conjugar estes tempos minimamente felizes e satisfatórios com os tempos de escrita reconfortante. Por isso, falarei do porquê do acto de escrita, como surge e quando.
Do meu ponto de vista, o meu génio de escritor não é fenomenal, embora já tenha recebido numerosos elogios de colegas, amigos e professores. Consigo transmitir todos os meus sentimentos para o papel, o que considero importante, na medida em que o leitor consegue compreender claramente o que vai dentro da minha cabeça.
É, talvez, uma escrita maioritariamente emocional e uma veia sentimentalista remota, uma vez que não tenho conhecimento de alguém que ocupe um grau de parentesco anterior ao meu que tenha a mesma fluência na produção de texto. (Não contando com o meu tio porque, ele sim, é brilhante)
Esta exposição de pensamentos surge ocasionalmente e provém de duas situações: a primeira é a má disposição, a tristeza, o desgosto, a desilusão, no fundo a carência de um desabafo; a segunda situação é através daquilo que uma determinada música desperta em mim e, posteriormente, o seu manifesto. É por esta última que acredito que a escrita e a música são duas artes que andam de mãos dadas.
Vejo escrita como o espelho da alma e como algo que me oferece gozo pessoal. É um acto que, progressivamente, favorece a construção individual através da reflexão, tornando-nos até, pessoas mais racionais e flexíveis nos momentos fulcrais da nossa vida em que tomamos decisões.
Deste modo, findo o terceiro testamento do meu pequeno blog. Espero voltar a escrever brevemente. Cumprimentos!
7 Junho 2009
Há muito que não escrevo. Subitamente perdi esse vício, nem sei bem porquê. Quando escrevia, normalmente, era para despejar aquele nó na garganta que, com certeza, toda a gente já sentiu. Parece-me que esqueci essa necessidade por não ter tantos problemas emocionais e algumas tristezas, o que até acaba por ser positivo.
No entanto, encaro, por outro lado, a longa data de muita fala e pouca escrita como algo negativo. Espero bem que o jeito para escrever não tenha ultrapassado o "prazo de validade".
Quero conjugar estes tempos minimamente felizes e satisfatórios com os tempos de escrita reconfortante. Por isso, falarei do porquê do acto de escrita, como surge e quando.
Do meu ponto de vista, o meu génio de escritor não é fenomenal, embora já tenha recebido numerosos elogios de colegas, amigos e professores. Consigo transmitir todos os meus sentimentos para o papel, o que considero importante, na medida em que o leitor consegue compreender claramente o que vai dentro da minha cabeça.
É, talvez, uma escrita maioritariamente emocional e uma veia sentimentalista remota, uma vez que não tenho conhecimento de alguém que ocupe um grau de parentesco anterior ao meu que tenha a mesma fluência na produção de texto. (Não contando com o meu tio porque, ele sim, é brilhante)
Esta exposição de pensamentos surge ocasionalmente e provém de duas situações: a primeira é a má disposição, a tristeza, o desgosto, a desilusão, no fundo a carência de um desabafo; a segunda situação é através daquilo que uma determinada música desperta em mim e, posteriormente, o seu manifesto. É por esta última que acredito que a escrita e a música são duas artes que andam de mãos dadas.
Vejo escrita como o espelho da alma e como algo que me oferece gozo pessoal. É um acto que, progressivamente, favorece a construção individual através da reflexão, tornando-nos até, pessoas mais racionais e flexíveis nos momentos fulcrais da nossa vida em que tomamos decisões.
Deste modo, findo o terceiro testamento do meu pequeno blog. Espero voltar a escrever brevemente. Cumprimentos!
7 Junho 2009
Desperate
Há dias em que a nossa vida se transforma num desespero constante. São alturas em que nos faltam os "mas" que noutras circunstâncias nos servem de remendo. Mas não, porque nestes momentos os factos opõem-se vigorosamente a todos os argumentos. Uma batalha árdua, mas com um resultado inevitável: contra factos não há argumentos.
Por isso era tão importante, em nome da satisfação e do bem-estar, que as coisas pudessem ser diferentes.
Se o autor dos factos que desencadearam a minha destruição interior ainda duvida dos resultados, pode agora festejar o sucesso, pois as consequências já se fizeram sentir cá dentro de forma incisiva.
Permanecerei aqui, casto na escuridão, em silêncio, mas cá no fundo há um voz que deseja gritar e não consegue pois perdeu o fôlego. Falta-me a firmeza, a defesa impenetrável.
A determinação acabou, a dor intensa prevalece.
27 Junho 2007
Por isso era tão importante, em nome da satisfação e do bem-estar, que as coisas pudessem ser diferentes.
Quero fechar os olhos, quero poder ser indiferente à dolorosa realidade, mas é impossível, porque essa realidade também me abrange, independentemente das minhas preferências.
Mais uma vez a solidão me invade, deixando-me vulnerável, entregue ao destino. Situações constrangedoras, sem dúvida. Sinto-me inútil, já não tenho forças. Chamem-me fraco, mas agora que estou aqui sem forças para continuar a lutar, porque não admito que me humilhem antes de ter atingido o meu limite, porque anteriormente a esse nível eu mantive-me de pé e dei o meu melhor. Apesar do meu orgulho ainda estar próximo e com ele todas as coisas de que não me arrependo de ter feito, não me é permitido esboçar um sorriso, porque o sabor da derrota ainda está bem patente nas minhas feridas e no meu estado de espírito, esse dissabor invade-me profundamente.
Mais uma vez a solidão me invade, deixando-me vulnerável, entregue ao destino. Situações constrangedoras, sem dúvida. Sinto-me inútil, já não tenho forças. Chamem-me fraco, mas agora que estou aqui sem forças para continuar a lutar, porque não admito que me humilhem antes de ter atingido o meu limite, porque anteriormente a esse nível eu mantive-me de pé e dei o meu melhor. Apesar do meu orgulho ainda estar próximo e com ele todas as coisas de que não me arrependo de ter feito, não me é permitido esboçar um sorriso, porque o sabor da derrota ainda está bem patente nas minhas feridas e no meu estado de espírito, esse dissabor invade-me profundamente.
Se o autor dos factos que desencadearam a minha destruição interior ainda duvida dos resultados, pode agora festejar o sucesso, pois as consequências já se fizeram sentir cá dentro de forma incisiva.
Permanecerei aqui, casto na escuridão, em silêncio, mas cá no fundo há um voz que deseja gritar e não consegue pois perdeu o fôlego. Falta-me a firmeza, a defesa impenetrável.
A determinação acabou, a dor intensa prevalece.
27 Junho 2007
Deep Breath
Caros leitores,
Decidi criar este blog para substituir o meu anterior 'Notas-do-Pensamento', uma vez que já não controlo o email em que esse está registado.
Assim sendo, vou publicar aqui os textos que gosto mais e darei continuidade ao que foi feito no blog anterior.
O nome Deep Breath foi inspirado na reflexão dos meus textos. Todos os que escrevo fazem-me sentir bem por dentro... Gosto de transparecer o que sinto para o papel. Sempre fui da opinião de que este ser pálido e inanimado é o melhor de todos os ouvintes.
Escrever ajuda a cessar qualquer pesar, alivia-nos a alma...
Decidi criar este blog para substituir o meu anterior 'Notas-do-Pensamento', uma vez que já não controlo o email em que esse está registado.
Assim sendo, vou publicar aqui os textos que gosto mais e darei continuidade ao que foi feito no blog anterior.
O nome Deep Breath foi inspirado na reflexão dos meus textos. Todos os que escrevo fazem-me sentir bem por dentro... Gosto de transparecer o que sinto para o papel. Sempre fui da opinião de que este ser pálido e inanimado é o melhor de todos os ouvintes.
Escrever ajuda a cessar qualquer pesar, alivia-nos a alma...
Subscrever:
Mensagens (Atom)








