domingo, 19 de maio de 2013

Escolhas e Concretizações

          Gosto de ter o mundo a meus pés, sentir-me o centro das atenções, o que não acontece frequentemente.
          Não tenho prazer em fazer sofrer duas pessoas que tenham como objectivo a exclusividade do meu amor sentimental e carnal, tenho prazer sim em sentir-me desejado sempre como se fosse a primeira vez, experienciar uma e outra vez aquela insegurança, aquele nervosinho pequenino que se desvanece ao ritmo da música, dos amassos e da dinâmica dos lábios empenhados em beijos impulsivos.
          Se não sou tão concretizado noutras coisas da vida este é, agora, o meu escape, uma maneira ingénua de pensar que consegui passar a perna na imponente vida.
         Não sei se este pensamento me surgiu por estar nesta fase da vida - a faculdade, que ao fim e ao cabo é o ponto intermédio, perfeito (e quem que me dera ETERNO) entre ser-se adolescente e adulto.
          O conselho que me deram foi ser sincero - este sou eu a ser o mais sincero possível - NÃO CONSIGO ESCOLHER! Se ter a atenção e afecto dos meus amigos já é tão bom, ter este tipo de amor de duas pessoas que apreciam a minha companhia é óptimo.
         Não me consigo dar completamente a ninguém! Tive muitas desilusões no passado quando o tentei fazer e isso fez de mim a pessoa que sou hoje, frio no amor. Valorizo muito mais uma amizade do que uma paixão, porque a perda de um amor tem um lado muito mais negro e doloroso do que uma amizade! Este é o meu ponto de vista, que pode parecer um pouco conturbado aos olhos de toda a gente, mas a vida não me contemplou com outro que não este...
          Este sou eu! Nunca fui aquilo que queriam que eu fosse, embora tente fazer o possível por me aproximar desse ideal. No entanto, fazer o possível não é bater o impossível!